Esoterismo

Registos akáshicos

Os registos akáshicos são, segundo as tradições teosóficas e New Age, o "arquivo cósmico" onde se regista tudo o que aconteceu —pensamentos, palavras, ações, emoções de todas as almas— ao longo do tempo. Considera-se que certos indivíduos podem aceder-lhes para ler informação sobre vidas passadas, presente e possíveis futuros.

Origem do conceito

O conceito foi popularizado pela Sociedade Teosófica em finais do século XIX, especialmente por Helena Blavatsky e depois por Charles Webster Leadbeater e Alice Bailey. A ideia: existe um nível subtil da realidade —o akasha— que atua como "memória do universo", registando cada evento como num livro infinito.

Embora os teósofos atribuam o conceito a tradições hindus antigas, os textos sânscritos clássicos não falam exatamente de "registos akáshicos" no sentido moderno. É mais uma elaboração esotérica do século XIX que sintetiza a ideia hindu de akasha com a conceção cristã do "Livro da Vida" do Apocalipse e com conceitos esotéricos europeus. Edgar Cayce (1877-1945), célebre vidente americano, dizia ler os registos akáshicos para diagnosticar doenças e descrever vidas passadas dos seus consulentes.

Como se acede

As técnicas reportadas para aceder aos registos variam: meditação profunda com intenção específica, oração ou invocação dos "guardiões dos registos" (entidades espirituais que a tradição considera custódios), regressão hipnótica, canalização, estados alterados de consciência através de práticas yóguicas avançadas. Edgar Cayce entrava em transe hipnótico autoinduzido e, nesse estado, dizia ler os registos.

Informação que se reporta aceder nos registos: vidas passadas próprias ou de outros, missão da alma nesta encarnação, raízes kármicas de relações e padrões repetitivos, energias de pessoas sem as ter conhecido. Seja o fenómeno literal ou não, a prática é semelhante à clarividência profunda: o "leitor" reporta informação que a mente racional não poderia conhecer normalmente.

Acesso responsável

Tradicionalmente considera-se que os registos não se consultam levianamente: apenas em perguntas importantes, com intenção clara, com respeito. A informação obtida pode ser potente — e por vezes difícil de digerir. A verificabilidade é controversa: muitas "leituras akáshicas" comerciais atuais são simplesmente sessões intuitivas com marca exótica. Se te interessa o conceito, o sério é trabalhá-lo com um guia experiente e com ceticismo saudável: aceitar o que ressoa, descartar o que não.

También conocido como

  • Akashic records
  • Livro da Vida
  • Arquivo cósmico

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