Mitología

Apolo

Apolo é o deus grego do Sol, da música, da poesia, das artes, da profecia, da medicina e da luz racional. Patrono do oráculo de Delfos. Filho de Zeus e Leto, irmão gémeo de Ártemis. Encarna o princípio masculino solar: clareza, ordem, beleza apolínea, civilização.

Mitologia e atributos

Apolo nasce na ilha de Delos, onde Leto encontrou refúgio depois de ser perseguida pela ciumenta Hera. Os seus animais sagrados são o corvo, o golfinho, o cisne e o lobo. As suas plantas: o loureiro (em memória de Dafne, a ninfa que se transformou em loureiro para escapar dele) e a palmeira. O seu instrumento, a lira: a música apolínea representa a ordem cósmica harmoniosa.

O oráculo de Delfos era o santuário mais célebre de Apolo. Aí, a Pítia entrava em transe e comunicava as respostas do deus aos consulentes. Por cima do templo lia-se a inscrição "Conhece-te a ti mesmo" (Gnothi seauton): a sabedoria apolínea não é informação sobre o futuro, mas autoconhecimento profundo.

Apolo nos arquétipos modernos

Friedrich Nietzsche distinguiu em O nascimento da tragédia os princípios apolíneo (ordem, clareza, individuação, beleza serena) e dionisíaco (êxtase, dissolução, embriaguez criadora). A cultura grega clássica seria a integração de ambos: sem Apolo, Dioniso é caos; sem Dioniso, Apolo é frieza estéril.

Como arquétipo psicológico, "Apolo" representa o homem solar: clareza mental, vocação artístico-intelectual, ordem, beleza, autocontrolo, capacidade criadora luminosa. Uma pessoa com o seu "Apolo" desenvolvido tem clarividência mental, sentido estético elevado, força serena. Em sombra: frieza, perfeccionismo asséptico, intelectualismo desconectado do corpo. A sua correspondência astrológica é o Sol.

También conocido como

  • Phoebus
  • Apolo Délfico
  • Apolo Citaredo (com a lira)

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